Templates by BIGtheme NET
images

Postado em 2 de setembro de 2018, por Alexandre Melo.

36 por cento dos jovens, entre 18 e 24 anos, estão desempregados em Alagoas

Mais de 36 por cento dos jovens, entre 18 e 24 anos, estão desempregados em Alagoas, de acordo com dados do IBGE. E um dos motivos apontados por especialistas que levam o estado a registrar números negativos pode ser a qualidade do Ensino Básico regular oferecido nas salas de aula.

Alagoas ocupou a última colocação em relação ao Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA, e, de acordo com o site Ranking de Competitividade, o estado ocupou a penúltima colocação, entre todos os estados país, em relação à taxa de frequência dos ensinos médio e fundamental, em 2017.

A especialista em Administração da Universidade de Brasília (UnB), Débora Baren, é a favor que o Ensino Básico tradicional, desenvolvido nas escolas, seja reestruturado para preparar o estudante para o emprego. Ela explica que os alunos estão saindo do Ensino Médio sem conhecimentos mínimos de matemática, português e tecnologias, por exemplo, exigidos pelo mercado de trabalho.

“Nós temos alguns problemas na educação de base de uma forma geral, não temos incentivos para que as crianças consigam digerir matéria, o que é ciência, entender que não são coisas fora de nós.”

Apenas 58,5% dos jovens concluem a Educação Básica até os 19 anos e a maioria que consegue concluir sai despreparada para o mercado de trabalho. Os dados são do IBGE, divulgados no final de agosto.

A Diretora de Educação e Tecnologia do SENAI-AL, Cristina Suruagy, lembra que a educação técnica profissional é o caminho mais curto para o jovem conseguir emprego.

“A gente sabe que os países mais desenvolvidos, mais da metade dos jovens que estão no Ensino Médio já cursam algum tipo de educação profissional. Então fica claro para a gente o quanto esse aluno sai melhor qualificado para o mundo, para a vida, e principalmente para o mercado de trabalho.”

O trabalhador que conclui sua formação em cursos técnicos profissionais pode ter salário até 20 por cento maior, em comparação aos estudantes formandos da educação regular tradicional. O dado é de pesquisa PUC-Rio.

 

com al1

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*