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Postado em 4 de maio de 2018, por Alexandre Melo.

SINDPOL COBRA AFASTAMENTO DOS DELEGADOS DO CASO ROBERTA DIAS

Após o vazamento de áudios com detalhes sobre o desaparecimento da jovem Roberta Costa Dias em 2012, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) disse nesta sexta-feira, dia 04, que vai pedir o afastamento dos delegados que presidiram o inquérito.

O delegado-geral da Polícia Civil, Cícero Lima comentou nesta manhã, em coletiva à imprensa que o vazamento do áudio será investigado, uma vez que nas gravações há detalhes sobre a morte da jovem, que estava grávida.

Na nota o Sindpol afirma que solicita o afastamento dos delegados tendo em vista os transtornos e prejuízos causados aos três policiais civis, que estiveram presos, apontados como autores do desaparecimento da jovem Roberta Costa Dias em 2012.

Os policiais Carlos Freire Cardoso, Cledson Oliveira da Silva e Carlos Bráulio Lopes Idalino foram presos em abril de 2014. De acordo com investigações, Idalino foi apontado como o homem que forçou Roberta Dias a entrar em um veículo, com uma arma apontada para a cabeça.

Para o Sindpol, “no Caso de Roberta Dias, não houve uma investigação com isenção por parte da Polícia Civil, mas sim uma apuração por algumas autoridades policiais, conforme os holofotes midiáticos, os quais buscam o prestígio político. Essas autoridades acabaram prejudicando os policiais civis, que continuam respondendo processo”.

O Sindpol destaca que não se pode voltar ao tempo quando os policiais civis inocentes foram presos, os quais sofreram corte de salário e passaram por transtornos, constrangimentos e decepções, bem como os danos aos seus familiares diante das acusações das autoridades que participaram do inquérito policial.

A denúncia vai ser oficializada junto ao  Superintendente da Polícia Federal, ao Delegado Geral e ao Secretário de Segurança Pública solicitando esclarecimentos quanto ao andamento da investigação diante dos fatos veiculados na imprensa para esclarecer o que realmente aconteceu, destacou o Sindicato reforçando que poderá também oficializar ao Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público.

O caso

Roberta foi vista pela última vez em Penedo no dia 11 de abril de 2012 quando saiu de casa para realizar um exame pré-natal. A família contou que antes de desaparecer, ela foi vista na casa do namorado e depois na companhia de uma amiga que a acompanhou na consulta. Depois disso, ela nunca mais foi vista.

O namorado de Roberta, pai do filho que ela esperava, chegou a ser apontado como suspeito pela polícia, mas ele negou qualquer pressão e afirmou que não sabia da gravidez da namorada.

O celular da jovem foi encontrado dois meses depois de seu desaparecimento em um terreno baldio próximo a uma unidade de saúde. O aparelho foi revendido e recuperado tempo depois. A Polícia Civil em Penedo chegou a interrogar o namorado, uma amiga e familiares de Roberta, mas em nenhum dos depoimentos foi encontrado algum detalhe que ajudasse a solucionar o caso.

O computador e o telefone da jovem também chegaram a ser periciados. O caso voltou à tona após a desembargadora Elisabeth Carvalho cobrar a elucidação do caso durante uma sessão do Pleno do Tribunal de Justiça em abril de 2013.

A investigação do caso, coordenada pelo titular da Delegacia Regional de Penedo, Rubens Natário, foi entregue à Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).

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