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Operacao Terra Prometida da Policia Federal no Sertao de Alagoas - Reproducao Ascom PF

Postado em 12 de março de 2018, por Alexandre Melo.

PREVIDÊNCIA DE ALAGOAS PAGARIA R$ 3 MILHÕES A FALSOS TRABALHADORES RURAIS

Uma ação conjunta da Polícia Federal (PF) com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda e o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou na manhã desta segunda-feira (12) a Operação Terra Prometida, que prendeu três integrantes de uma quadrilha especializada que fraudou pelo menos R$ 2 milhões em benefícios de aposentadorias por idade rurais, pensões por morte rurais e salários maternidade rurais, em Alagoas.

Cerca de 80 policiais federais e servidores da Secretaria de Previdência estiveram nos municípios de Delmiro Gouveia, Água Branca e Canapi, no Sertão de Alagoas, para cumprir 24 mandados judiciais, sendo três de prisões temporárias e 21 de busca e apreensão. O esquema teria a participação de servidores da Previdência Social de Delmiro Gouveia, que foram presos com mais um atravessador do esquema. E dirigentes sindicais também devem ser indiciados.

As investigações iniciaram em 2016, a partir de denúncias recebidas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (COINP) da Secretaria de Previdência, que realizou levantamento das irregularidades desde o ano de 2012. Identificou-se que o grupo criminoso vinha atuando há pelo menos cinco anos.

Segundos levantamentos iniciais, estima-se que, em 21 benefícios obtidos fraudulentamente, o esquema criminoso tenha provocado um prejuízo de R$ 600 mil aos cofres públicos. No entanto, os valores podem atingir a cifra de mais de R$ 2 milhões, após análise do material que está sendo apreendido neste momento.

ECONOMIA DE R$ 3 MILHÕES

A desarticulação da quadrilha proporcionará uma economia de mais de R$ 3 milhões, em valores que seriam pagos futuramente aos supostos beneficiários. O esquema dividia o dinheiro da fraude entre os integrantes da quadrilha e destinava uma parte do benefício para os falsos trabalhadores rurais.

O destino dos presos foi a sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Maceió-AL, onde serão indiciadas pela prática dos crimes previstos nos Artigos 171, § 3º (estelionato cometido contra entidade de direito público. Pena: 1 a 5 anos de reclusão), 313-A (Inserção de dados falsos no sistema de informações – Pena: 2 a 6 anos de reclusão) e 288 do código penal (Formação de quadrilha. Pena: 1 a 3 anos de reclusão) cujas penas somadas chegam a 14 anos de reclusão.

A Operação foi denominada “Terra Prometida” em alusão aos dirigentes sindicais e intermediários que prometiam contratos de comodato rural e declaração de atividade rurícola para pessoas que nunca laboraram nas propriedades informadas nos referidos documentos, em troca de favorecer os mesmos com benefícios rurais.

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