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Postado em 9 de março de 2018, por Alexandre Melo.

BISPO DE PENEDO É MULTADO POR MANTER 11 ANIMAIS SILVESTRES EM CATIVEIRO

Às margens do rio batizado pelo nome do santo protetor dos animais, o bispo da Diocese de Penedo-AL, Dom Valério Breda, foi multado em R$ 46 mil por manter em cativeiro 11 animais silvestres. O flagrante na casa do líder religioso da Igreja Católica foi feito na manhã desta sexta-feira (9) pela Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI), com base em uma denúncia anônima.

A ação conjunta de 21 órgãos públicos coordenada pelo Ministério Público de Alagoas resgatou dois tucanos-de-papo-branco, dois exemplares de periquito-rei e sete jabutis. Os animais foram recolhidos pela equipe fauna da FPI e o bispo deve ser denunciado por crime ambiental, nos termos do Artigo 29 da Lei 9605/98.

Segundo o coordenador do grupo, Epitácio Correia, gerente de fauna do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), os tucanos são de ocorrência amazônica. “Da espécie Ramphastos Tucanus, eles são originariamente da região Norte do Brasil. Como estão sem as anilhas, provavelmente devem ter chegado aqui em Alagoas por meio do tráfico de animais silvestres”, explicou o médico veterinário.

PERIQUITOS-REIS VIVIAM EM VIVEIRO PRÓXIMO AO DOS TUCANOS

De acordo com a FPI, os dois tucanos serão encaminhados para o Cetas do IMA/Ibama, onde receberão os cuidados veterinários necessários. Na sequência, serão feitos contatos com órgãos ambientais do Norte para saber qual deles poderá receber os bichos. “É o que chamamos de repatriação. Em sua região de origem, os animais vão receber a reabilitação mais adequada e, depois, poderão ser reintroduzidos ao seu habitat natural  ou encaminhados para um empreendimento de fauna, a exemplo de zoológico ou criadouro conservacionista”, acrescentou Epitácio Correia.

Já os jabutis e periquitos serão devolvidos à mata nativa aqui de Alagoas apos a devida reabilitação.

Segundo a assessoria de comunicação do MP de Alagoas, o bispo disse que os tucanos foram deixados em sua casa por pessoas que alegaram não ter como criar os animais. Isso teria ocorrido há muitos anos.

O auto de infração foi lavrado pelo Ibama. Para fazer o procedimento, o Instituto utilizou o decreto federal n° 6.514/08, que fala da proibição de manter em cativeiro ou comercializar espécies da fauna silvestre ou nativa sem a devida autorização dos órgãos ambientais.

“Voltamos a dizer que qualquer animal silvestre só pode ser criado se for comprado em um criadouro licenciado. Não é permitida a criação de nenhuma espécie que não tenha origem legal comprovada”, reforçou o coordenador da equipe. (Com informações da Ascom do MP de Alagoas)

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