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Postado em 30 de março de 2018, por Alexandre Melo.

APERTA O CERCO CONTRA TEMER

As prisões de dois dos aliados mais próximos do presidente da República Michel Temer – do advogado José Yunes, ex-assessor especial da Presidência da República, e João Baptista Lima Filho, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo –, apertaram o cerco ao redor dele – que também é alvo de investigação em inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 Yunes e o ex-coronel da Polícia Militar foram detidos na manhã de ontem pela Polícia Federal a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no âmbito da Operação Skala, deflagrada pela PF em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A operação recebeu a autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, relator do inquérito que investiga Temer por ter, supostamente, favorecido o setor de portos em um decreto assinado por ele em 2017.

Além de Yunes e de Lima Filho, também foram presos o empresário Antônio Celso Greco, dono da empresa Rodrimar; o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (que também foi diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo); Milton Ortolan, auxiliar de Rossi; e, no Rio de Janeiro, Celina Torrealba, uma das donas do grupo Libra.

A prisão, especialmente de dois dos aliados mais próximos de Temer, colocou o Palácio do Planalto em alerta. Yunes, que era assessor especial de Temer já na Presidência da República, é apontado pelo operador financeiro Lúcio Funaro, delator da Operação Lava Jato, como uma das pessoas responsáveis por admi- nistrar propinas supostamente pagas ao presidente.

Yunes deixou o cargo em dezembro de 2016, afirmando que iria preservar sua “dignidade”, e sempre negando os fatos. Foi com base no inquérito dos Portos, no qual Yunes é investigado, que o ministro Barroso determinou a quebra do sigilo bancário de Temer, no início deste mês.
Em resposta a perguntas encaminhadas pela Polícia Federal, o chefe do Executivo negou qualquer irregularidade e criticou repetidas vezes a investigação.

O inquérito em que Temer é investigado apura se houve negociação direta com a empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos. O documento ampliou o prazo de vigência das concessões de áreas portuárias de 25 anos para 35 anos, com possibilidade de prorrogação para até 70 anos. Em troca, as empresas colaborariam financeiramente com os políticos por meio do pagamento de propinas.

Segundo a investigação da Polícia Federal, as negociações com os empresários teriam sido realizadas com intermédio do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que também é investigado no inquérito. O parlamentar foi flagrado pelo polícia carregando uma mala com R$ 500 mil em tratativa com a JBS.

Questionado se já havia pedido a intervenção de Loures nas negociações com empresas, Temer negou. “Peço vênia para realçar a impertinência de tal questão, por colocar em dúvida a minha honorabilidade e dignidade pessoal”, afirmou o presidente.

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