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teovilela

Postado em 12 de janeiro de 2018, por Alexandre Melo.

MESMO SENDO RÉU NA LAVA JATO VILELA QUER UMA VAGA NO SENADO.

Um mês depois de se tornar réu da Operação Caribdis, que apura um esquema de propina e desvios da obra do Canal do Sertão Alagoano, o ex-governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), não desistiu de concorrer a uma das duas vagas em disputa para o Senado, em Alagoas. Mas afirma que, somente em fevereiro, deve decidir sobre a eventual candidatura.

A Operação Caribdis evidenciou o suposto pagamento de propina de R$ 2,1 milhões ao ex-governador tucano, para beneficiar as empresas na obra do Canal do Sertão Alagoano. Mas Téo Vilela tem ressaltado convicção de que não teria traído os votos dos alagoano e sua crença de que o avanço do processo na Justiça Federal deve “restabelecer a verdade”.

DENÚNCIA EM FASE DE ARTICULAÇÕES DESAFIA VIABILIDADE DE TÉO

O ex-governador tucano respondeu entusiasmado, quando questionado  se estaria disposto a disputar a eleição para retornar ao Senado e se a operação da PF não atrapalha as articulações. “Disposição não falta, mas a decisão só em fevereiro”, respondeu Téo Vilela.

O entusiasmo de tentar um quarto mandato de senador não fica apenas no discurso. Téo Vilela tem dado andamento às articulações, recebendo vereadores, prefeitos e deputados, em reuniões. Uma das últimas lideranças a discutir a possibilidade com o ex-governador foi o prefeito de Messias, Jarbas Omena, o Jarbinhas (PSDB).

Nos encontros, Téo Vilela tem questionado os interlocutores sobre o que acham de sua candidatura ao Senado. E tem pouco mais de um mês e meio para refletir sobre as respostas que tem recebido, e sobre o peso que o processo judicial terá na campanha.

A DENÚNCIA

Também foram denunciados pelo MPF o irmão do ex-governador e empresário Elias Vilela, suposto interlocutor para a liberação da propina; o ex-secretário de Estado da Infraestrutura Marco Antônio Fireman, que é secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde; Fernando Nunes, ex-secretário executivo da Seinfra; Ricardo Felipe Valle Rego de Aragão, que é ex-superintendente/assessor de Projetos Especiais da Seinfra; e Carlos Alberto Quintella Jucá, ex-assessor especial do ex-governador.

A Polícia Federal apurou um total de R$ 2,8 milhões em propina paga a integrantes do governo tucano, entre os anos de 2009 e 2014, pelas empreiteiras OAS e Odebrecht. E Téo Vilela era identificado como “Bobão” em planilha do esquema, que teria lhe destinado propina em parcelas de R$ 1 milhão, R$ 906 mil e R$ 150 mi.

 

 

 

 

 

COM DIARIODOPODER

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