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Postado em 14 de dezembro de 2017, por Alexandre Melo.

Jogadores do Flamengo “rejeitam” medalha de vice no pódio.

Aos 17 anos e já negociado com o Real Madrid, o garoto Vinicius Júnior teve a chance de conquistar o primeiro título como profissional no Flamengo, mas bateu na trave: o Rubro-Negro terminou com o vice da Sul-Americana ao empatar no Maracanã, na noite de quarta-feira, depois de ter perdido para o Independiente na Argentina. Na premiação, a postura do garoto chamou atenção: Vinicius Jr. recebeu a medalha, mas “rejeitou” o objeto, impedindo que o prêmio são fosse colocado em seu pescoço. Atitude repetida por outros jogadores, como os laterais Rodinei e Pará.

Vinícius Júnior não coloca medalha de vice e recebe críticas

Vinícius Júnior não coloca medalha de vice e recebe críticas

Aos observar as imagens da premiação, o apresentador do programa “Redação SporTV”, André Rizek, criticou quem sequer colocou as medalhas e também quem “aceitou” o prêmio, mas em seguida tratou rapidamente de retirá-lo do pescoço, entre eles atletas experientes como Juan e Réver. Campeão olímpico em Atenas, o ex-jogador de vôlei Nalbert lamentou a atitude dos atletas.

– Não acho legal, não é legal. Tem que ser valorizado (…) Acho até que nessa hora a diretoria, os líderes, os responsáveis pelo time têm que dar uma condução nesse sentido, de dar o bom exemplo. Não acho legal. Queira ou não você chegou numa final. Quantos clubes gostariam de estar jogando uma final como essa? Faz parte do jogo perder, não é vergonha, ainda mais da maneira que foi, com o time lutando. É digno. Não de maneira nenhuma (uma humilhação) – afirmou Nalbert, torcedor do Flamengo, no “Redação SporTV”.

Nalbert destacou que já viu reação semelhante em esportistas de outras nacionalidades. E citou o exemplo da seleção italiana de vôlei nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000. A equipe masculina era favorita ao ouro, mas teve que se contentar com o bronze.

– Eles botaram a medalha no peito e tiraram. Foi horrível – lembrou.

Vinicius Júnior pega medalha com a mão e não deixa que ela seja colocada no pescoço (Foto: Reprodução/SporTV)Vinicius Júnior pega medalha com a mão e não deixa que ela seja colocada no pescoço (Foto: Reprodução/SporTV)

Vinicius Júnior pega medalha com a mão e não deixa que ela seja colocada no pescoço (Foto: Reprodução/SporTV)

Apesar de dizer que a medalha de prata conferida ao vice-campeão precisa ser valorizada, Nalbert admitiu, com a longa experiência como atleta, que é muito difícil digerir a derrota em uma final.

– É difícil. O pior sentimento para o atleta, às vezes, é o vice-campeonato. Na maioria das vezes. Às vezes é melhor perder antes. Quando está numa final você está muito próximo da glória, do título, da vitória, do objetivo… e aí você perde… A gente costuma brincar que a diferença do primeiro para o segundo “é mais do que dobro”. A sensação para o atleta de perder uma final é difícil.

Para André Rizek, no Brasil o segundo lugar parece ser considerado pior que uma colocação inferior.

– Uma coisa que me impressiona como jornalista esportivo é que a pior coisa que tem no Brasil é ser vice. Parece que é melhor ser décimo do que ser vice. É impressionante. Nós (brasileiros) tratamos um vice-campeonato mundial em 50, em casa, na primeira vez em que o Brasil chegava a uma final, enfrentando um adversário mais tradicional, experiente que a gente e maior no futebol (até então), como uma vergonha, uma derrota de 2 a 1 em final de Copa do Mundo – disse, se referindo à derrota para o Uruguai, no Maracanã (…) Já vimos até em olimpíada time brasileiro rejeitar medalha olímpica – destacou.

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