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Postado em 4 de novembro de 2016, por Eduardo Nunes.

MAIS UM ANO DE ELEIÇÃO E CHEGO À MESMA CONCLUSÃO: ESTAMOS PRECISANDO DE MENOS POLÍTICOS E MAIS GESTORES!

A eleição é a simbologia da consagração da democracia, daí dizermos que é uma festa, em que o povo exercita a sua soberania, materializando a sua vontade de dirigir os seus destinos. Na teoria é uma beleza, já na prática é uma tristeza, justamente porque a vontade real do povo é tolhida pelos abusos de poder em todas as espécies e o pior, muitas vezes, com a decisiva e consciente participação do próprio povo.

O presente texto, poderia, mais uma vez, enfocar a nossa incessante luta de conscientização do povo, externada nesse espaço em diversos outros textos nossos, mas resolvi fazer diferente ao pedir ao povo, de forma meritória, o que a necessidade impõe, não estamos precisando de políticos que renunciaram a política (arte de servir a coletividade), estamos precisando, urgentemente, de gestores.

E farei de duas formas: a primeira, mostrando que os políticos atuais, em sua grande maioria, simplesmente ou não sabem o que é uma verdadeira gestão, ou de má-fé e por interesses pessoais e não republicanos querem continuar com a politicagem, daí entraremos na segunda, comprovando a partir dos que não se elegeram no primeiro turno, o verdadeiro descaso com o povo, justamente porque a sua preocupação sempre foi outra.

Vamos à missão.

Hodiernamente, em qualquer atividade, precisamos nos organizar e planejar detalhadamente as nossas ações, de modo que possamos ter a eficácia do resultado concretizado, na maioria das vezes, e nossos políticos tradicionais não sabem o que é isso ou não querem fazer isso porque tem outros interesses.

Então, porque continuar acreditando em quem não tem o mínimo de planejamento para se atingir os resultados?

Essa pergunta tem de ser feita na hora do exercício do voto e falo isso como cidadão que se preocupa com sua Cidade, Estado e Nação, que precisa se reinventar pelo seu próprio povo e sem crença alguma em lideres ou heróis que já demonstraram terem, em sua grande maioria, objetivos distintos.

Não podemos mais tolerar a continuidade desses políticos tradicionais e profissionais que fazem da política o seu meio de vida e o povo que os coloca lá são o fator de menos importância, para não dizer claramente que são mercadorias compradas e descartadas logo após o sufrágio. Sei que a expressão é forte, mas não é isso que infelizmente vem acontecendo?

Somos descartados porque não nos valorizamos!

Chegou a hora de darmos o troco e escolhermos cidadãos bem intencionados e principalmente qualificados para o bom desempenho de uma gestão eficiente que possa nos tirar do buraco que nos encontramos, dentro de uma crise que mesmo sendo econômica, foi indiscutivelmente potencializada por essa politicagem barata que domina os desígnios de nosso país.

Temos muitos exemplos de lugares em nosso país que já fizeram a escolha certa e os resultados estão aparecendo, logo porque não mudar e apostar em um modelo que dará certo porque foi pensando antes, de modo estratégico e técnico, quase não havendo espaço para furos como se diz.

Os cargos ocupados após a eleição dos políticos tradicionais e profissionais têm uma destinação totalmente distinta dos escolhidos pelos gestores, que não buscam escolher pelo que fizeram quando da campanha e sim pela sua competência no desempenho da função, logo só essa nova diretriz nos traz a esperança de que o resultado finalmente apareça.

Sinceramente, só não vê essa distinção quem realmente não quer ver e tem também outros interesses na manutenção dessa politicagem.

É hora de abrirmos os olhos e participarmos efetivamente do governo de quem nós colocamos para dirigir os destinos de nossa cidade. Tudo começa nela, daí a importância que sempre tenho dado ao político mais importante e ao mesmo tempo mais desvalorizado, o vereador, que simplesmente abre mão de sua nobre função, muitas vezes, pelo mal maior de nossa politicagem, a estrutura do poder pelo poder.

E é sobre essa estrutura de poder pelo poder, maior mal de nossa política, que quero falar nessa segunda parte, que fecha a primeira e expõe a verdade, nos comprovando que somente gestores técnicos, devidamente qualificados e bem intencionados podem nos tirar da situação atual, indiscutivelmente potencializada pela crise econômica e política.

Olhe ao seu redor e veja o que os políticos não reeleitos no primeiro turno, prefeitos e vereadores têm feito nesses dias?

Eu não estou vendo nada e porque será?

Porque simplesmente perderam o “tesão”, na acepção da palavra, de exercerem o seu mandato, porque este tinha o objetivo de continuidade no poder e como não conseguiram e conquistaram o mandato atual, a maioria de forma ilícita, não tem qualquer compromisso com o povo, sequer se preocupam com o seu futuro político nesse exato momento.

E sabem quando vão se preocupar?

Quando tiver outra eleição, porque sabem que o povo tem memória curta e bastam novas ilicitudes para que tudo volte como antes no quartel de Abrantes!

É triste, porém é a mais pura verdade e somente a mudança radical proposta pode ser eficaz e no mais a esperança de que os eleitos, no modelo tradicional, se toquem que não podem mais continuar algo que simplesmente faliu e que em momentos de crises, a gestão eficiente e técnica, é a única saída.

O descaso desses políticos que não se elegeram no primeiro turno é algo que nos revolta como cidadão e expõe sem máscaras a estrutura do poder pelo poder. Qual interesse de sequer maquiar a sua administração e vereança se não vão continuar no poder?

Falta tudo nesse período, ainda mais com a desculpa da crise. Porque não começaram a mudar o seu modo de fazer política desde o começo da crise, por exemplo, e cortaram a gordura totalmente sem sentido e atrelada à estrutura que condenamos, extinguindo e não somente exonerando muitos cargos comissionados.

E nessa parte ousarei exemplificar nos três planos que tenho conhecimento e espero estar errado em minha intuição e que uma das autoridades citadas ou seus representantes possa desfazer essa minha fala.

Cadê, pelo menos, as exonerações que deveriam ter ocorrido e prometidas no plano federal, noS Estados e nas cidades? No plano federal, ouvi claramente a promessa de que pelo menos quatro mil cargos seriam exonerados e não tenho notícia que esteja ocorrendo, pelo contrário, tenho notícias de novas nomeações.

No plano estadual e municipal, não me recordo de promessas nesse sentido, contudo é óbvio que uma das saídas para a crise seria enxugar a gordura de cargos comissionados e não vimos, porque será?

Eu digo, porque quando se mexe nessa parte, se mexe em sua estrutura de poder pelo poder e essa para os políticos tradicionais e profissionais é intocável.

Que algum dos citados possa desfazer essa minha fala com comprovação real e aí parte do objetivo do texto estará sendo atingido, o que nos deixará feliz, porque sinceramente não tenho visto, daí a ousadia, quase nunca exercitada por mim, de tocar em situações concretas, porém nunca é demais lembrar que além de juiz, sou cidadão, e não abrirei mão dessa qualidade.

Finalizo esse pequeno texto, rogando ao povo que não há outra saída que não a mudança substancial de nossa política, que não precisa mais desses políticos tradicionais e profissionais e sim de gestores comprometidos com a coletividade, que pelos seus conhecimentos técnicos e sensibilidade do momento, invertam drasticamente os valores atuais, de modo que as entranhas não republicanas sejam expurgadas de nossa vida política.

Precisamos sim da verdadeira política, porque esta é da essência da vida em comunidade, mas no momento, devemos abrir mão desses políticos, que só tem a política no nome e trocarmos o nome pela realidade de um compromisso real, plasmado em um planejamento estratégico de quem sabe fazer as coisas de modo organizado, porque gerir é mais do que uma qualidade nos dias atuais, é uma necessidade indispensável de quem precisa, urgentemente, de resultados concretos.

Mais uma vez, com a palavra, o povo brasileiro e em especial nesse texto os políticos que deveriam ser gestores e não o foram, e que os que ainda podem ser, que o sejam, é a nossa esperança!

 

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